A cerveja escorria gelada na minha garganta, seu corpo por sua vez apertava o meu, quente.
Sentia sua respiração em meu ouvido, alto, forte e quente também. Pedia meu amor, meu ser, minha alma, pedia tudo sem usar uma palavra. Podia sentir sua necessidade de mim só pelo seu olhar, e era grande.
Eu entrava e saia de você, com tanta facilidade como se não houvessem portas, ou barreiras. Você continuava inerte, só respirando e pedindo que eu ficasse "seja meu, fique pra mim", sua respiração dizia.
Lamento.
Seu corpo continua sendo meu brinquedo, e eu continuo sendo a mesma criança que fui a uma semana atrás, da última vez que seu corpo esteve junto do meu. Aproveite o momento, sem sentimentalismo, goze pra mim. Grite com toda sutileza que só você sabe fazer. Aproveite o momento, por que de manhã eu vou embora. Talvez semana que vem eu apareça, eu mande uma mensagem, e marque um filme. Só não me peça que eu fique. Eu continuo sendo o mesmo lixo. É dessa dor que você se alimenta, e é você quem eu como.
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